quinta-feira, 28 de março de 2013
Roteiro de Trabalho sobre a Época Feudal
Colégio Estadual Geraque Collet
Roteiro de Trabalho sobre a Época Medieval
Turma: 1001- História
Profª Nilva F. H. Figueira
Roteiro de ação: As diferenças entre os grupos sociais da Idade Média e suas relações.
Duração prevista: 02 aulas (50 minutos cada).
Área do conhecimento: História Medieval.
Assunto: Explicação sobre os grupos sociais e suas diferenciações tendo em vista os conceitos de nobreza, trabalho livre e servidão, relação de suserania e vassalagem.
Habilidades e competências:
- Compreender a formação e diferenciação dos grupos sociais na Idade Média.
Objetivo:
- Compreender o processo de diferenciação entre os grupos sociais formados ao longo da construção da Idade Média.
- Explicar e analisar através da imagem a cerimônia de vassalagem.
1ª aula: Trabalhando com iluminuras que representam cenas do cotidiano na Idade Média.
1- As imagens ilustram o cotidiano da sociedade feudal. Observe e responda às questões a seguir:
a) Descreva as cenas e os grupos sociais representados em cada imagem.
b) Quais as funções de cada um desses grupos na sociedade feudal?
c) Sintetize as relações existentes entre os segmentos sociais representados nas imagens.
2- Leia o texto abaixo e responda as questões.
“O medo do estrangeiro oprime novamente as populações. No entanto, a Europa soubera digerir e integrar os saqueadores normandos. Essas invasões tinham tornado menos claras as fronteiras entre o mundo pagão e a cristandade e estimulado o crescimento econômico. A Europa, então, terra juvenil, em plena expansão, estendeu-se aos quatro pontos cardeais, alimentando-se, com voracidade, das culturas exteriores. Uma situação muito diferente da de hoje, em que o Velho Continente se entrincheira contra a miséria do mundo para preservar suas riquezas.”
DUBY, Georges. Ano 1000 anos 2000: na pista de nossos medos. São Paulo: Editora da UNESP, 1995.p. 50-51.
Na Europa Ocidental, hoje vivem mais de 25 milhões de imigrantes, em geral provenientes de regiões afetadas por crises socioeconômicas e políticas, como Ásia, África, América Latina e o Leste Europeu. Muitos desses imigrantes se estabeleceram na Europa Ocidental. Uma parte foi lá atraída pela expansão econômica das décadas anteriores, e muitos outros em conseqüência de políticas governamentais de estímulo à imigração. No entanto, atualmente enfrenta o racismo, a xenobia, o desemprego, enfim impasses que desafiam a convivência entre os povos no continente.
a) Retire do texto uma frase que comprove a crítica do autor ao comportamento do europeu diante dos atuais movimentos migratórios.
b) Você conhece casos de hostilidades a estrangeiros no Brasil? E em relação aos próprios brasileiros pelo fato de terem nascido em estados diferentes?
c) Faça uma pesquisa sobre as razões de europeus agirem de forma preconceituosa contra os imigrantes. Aponte algumas conseqüências tanto em âmbito nacional como internacional para os países empreendedores dessas políticas, das medidas anti-imigração e das ações agressivas contra a presença do estrangeiro, Após a pesquisa, será realizado um debate com os colegas de aula.
d) Escolha um país europeu e pesquise sua atualidade econômica e social.
3-Após assistirem cenas do filme: Lancelot, o primeiro cavaleiro, faça a leitura do texto e responda as questões.
“Aos 7 de abri, quinta-feira, foram prestadas as homenagens ao conde; o que foi cumprido segundo as formas determinadas para prestação de fé e de fidelidade, segundo a ordem seguinte.
Em primeiro lugar, eles fizeram homenagem assim:
O conde perguntou ao futuro vassalo se queria tomar-se seu homem sem reserva, e este respondeu:
_’Quero-o’,_depois, com as mãos apertadas entre as do conde, aliaram-se por um beijo.
Em segundo lugar, aquele que tinha feito homenagem empenhou a sua fé (...) e, em terceiro lugar, ele jurou isto sobre as relíquias dos santos.
“Em seguida, com a vara que tinha na mão, o conde deu-lhe investidura (a posse simbólica do feudo), a todos que acabavam de prestar-lhe homenagem, de prometer-lhe fidelidade e de prestar-lhe juramento.”
BRUGES, Gilberto de. História da morte de Carlos. O bom, conde de Flandres. In: FREITAS, Gustavo de, 900 textos e documentos de História. Lisboa: Plátano, 1977.p. 139-140.
a) Descreva o que a imagem revela sobre a cerimônia de vassalagem e as relações entre o vassalo e o suserano.
b) Após aprenderem sobre a sociedade medieval, e assistirem cenas do fime Lancelot, o primeiro cavaleiro, que valores da sociedade medieval estão presentes na cerimônia de homenagem?
c) Explique sobre a importância das guerras nessa época para a manutenção desse sistema político e econômico.
4-Para debate:
Os personagens centrais da tirinha do Hagar são vikings, povo que vivia na região da Escandinávia, no norte da Europa. Nos séculos VIII e IX, provavelmente pressionados pelo aumento populacional, os vikings invadiram pilhararam e ocuparam a costa norte da Europa. Leia a tirinha abaixo e responda as questões:
a) Que personagem da tirinha nos remete à época medieval?
b) Qual visão a tirinha nos passa da época Medieval?
c) Identifique e comente os erros de anacronismo que aparecem na tirinha.
“Acredite na sua capacidade de vencer seus desafios, bom trabalho, abraços da Profª Nilva”.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Roteiro de Atividades sobre a Expansão Marítima Europeia- Turma 1001 Roteiro de aula
Roteiro de aula
Trabalhando com o tema " Expansão Marítima Europeia"
Duração : 2 aulas (50 minutos cada).
Primeira Aula
1-A partir da leitura do texto abaixo o aluno deverá: analisar o poema e relacioná-lo á
expansão marítima portuguesa.
As armas e os barões assinalados
Que da ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana
E em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;
E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando:
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
Já a vista, pouco a pouco, se desterra
Daqueles pátrios montes que ficavam;
Ficava o caro Tejo e a fresca serra
De Sintra, e nela os olhos se alongavam;
Ficava-nos também na amada Terra
O coração que as mágoas lá deixavam;
E, já depois que toda se escondeu,
Não vimos mais, enfim,que mar e céu.
Ó glória de mandar, ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos fama?
A quem novos desastres determinas
De levar estes reinos e gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo de algum nome preeminente?
Que promessas de Reinos e de Minas
de Ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que fama lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas?Que vitórias?
Esta é por certo a terra que buscais
Da verdadeira Índia, que aparece;
E se do mundo mais não desejais,
Vosso trabalho longo aqui fenece,
Sofrer aqui não pode o Gama mais,
De ledo em ver que a terra se conhece:
Os joelhos no chão, as mãos ao céu,
A mercê grande a Deus agradeceu.
Deus por certo vos traz, porque pretende
Algum serviço seu por vós obrado;
Por isso só vos guia, e vos defende
Dos inimigos, do mar, do vento irado.
Sabei que estais n índia, onde se entende
Diverso povo, rico e prosperado
De ouro luzente e fina pedraria,
Cheiro suave, ardente especiaria.
Estratégia de Ação:
Dividir a turma em duplas e cada turma irá escrever sobre o tema:
O encontro com o desconhecido. Mediante as reflexões trabalhadas como: Será que explorar
o Universo trará novas fontes de conhecimento ao ser humano? A exploração do espaço, com
satélites e bases espaciais, teria entre suas causas, a mesma que motivaram a expansão
marítima , E na vida pessoal de cada um, como nós encaramos o desconhecido? E os povos,
regiões e culturas diferentes da nossa, como nos relacionamos com eles?
2- Fazer a leitura do poema abaixo e responder as questões:
Expansão Marítima e Comercial
1- "Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas
mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram sem casar Para que
fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem, quer
passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu.
Mas nele é que espelhou o céu." (Fernando Pessoa, MAR PORTUGUÊS. Rio de Janeiro, José
Aguilar, 1960.)
O poema de Fernando Pessoa se refere à conquista dos mares pelos portugueses, o início da
era moderna. Se os resultados finais mais conhecidos dessas "Grandes Navegações" foram a
abertura de novas rotas comerciais em direção à Índia, a conquista de novas terras e o
espalhamento da cultura européia, alguns dos elementos desse contexto histórico cuja
articulação auxilia na compreensão das origens dessa expansão marítima são:
a) o avanço das técnicas de navegação; a busca do mítico paraíso terrestre; a percepção do
universo segundo uma ordem racional.
b) o mito do abismo do mar; a desmonetarização da economia; a vontade de enriquecimento
rápido.
c) a busca de ouro para as Cruzadas; a descentralização monárquica; o desenvolvimento da
matemática.
d) a demanda de especiarias; a aliança com as cidades italianas; a ânsia de expandir o
cristianismo.
e) o anseio de crescimento mercantil; os relatos de viajantes medievais; a conquista de
Portugal pelos mouros.
2- Responda?
a) Qual o período da história de Portugal que está sendo recuperado pelo poeta Fernando
Pessoa?
b) Porque as aventuras marítimas, nesse período, eram empreendimentos tão arriscados?
c) Por que a conquista e o domínio dos mares foram tão importantes no período da História
de Portugal a que se refere o poema de Fernando Pessoa?
d) A que se pode atribuir a primazia portuguesa nos descobrimentos e na expansão marítima
moderna?
3- A expansão marítima da Península Ibérica (Espanha e Portugal) nas Américas foi
orientada por um projeto colonizador que, além da exploração econômica das terras, tinha
por objetivo a imposição de uma cultura européia e cristã. Qual foi o papel da Igreja Católica
nesse projeto colonizador?
4- Após a explicação do mapa no data show,o aluno deverá mostrar a importância das
viagens marítimas para a economia de Portugal.
Trabalhando com o tema:" A Expansão Marítima Portuguesa"
A importância dos instrumentos tecnológicos para a Expansão Marítima.
1- Após a observação das imagens abaixo o aluno deverá escrever um texto sobre a origem
dos instrumentos e da importância destes para a navegação marítima. Após a escrita e
explicação, o aluno deverá relacionar estes instrumentos com a época contemporânea,
dialogando e escrevendo sobre os instrumentos modernos e a sua importância.
2- Trabalhando com o vídeo: 500 anos O Brasil ( Dois mundos desconhecidos)
Cada aluno deverá explicar o filme com suas palavras, relacionado ao tema (Expansão
Marítima Europeia).
Professora: Nilva Fratane Hentzy Figueira
Escola Estadual Geraque Collet
Turma: 1001
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Roteiro de aula
Trabalhando com o tema " Expansão Marítima Europeia"
Duração : 2 aulas (50 minutos cada).
Primeira Aula
1-A partir da leitura do texto abaixo o aluno deverá: analisar o poema e relacioná-lo á expansão marítima portuguesa.
As armas e os barões assinalados
Que da ocidental praia Lusitana
Por mares nunca de antes navegados
Passaram ainda além da Taprobana
E em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana,
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;
E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando:
Cantando espalharei por toda parte,
Se a tanto me ajudar o engenho e arte.
Já a vista, pouco a pouco, se desterra
Daqueles pátrios montes que ficavam;
Ficava o caro Tejo e a fresca serra
De Sintra, e nela os olhos se alongavam;
Ficava-nos também na amada Terra
O coração que as mágoas lá deixavam;
E, já depois que toda se escondeu,
Não vimos mais, enfim,que mar e céu.
Ó glória de mandar, ó vã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos fama?
A quem novos desastres determinas
De levar estes reinos e gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo de algum nome preeminente?
Que promessas de Reinos e de Minas
de Ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que fama lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas?Que vitórias?
Esta é por certo a terra que buscais
Da verdadeira Índia, que aparece;
E se do mundo mais não desejais,
Vosso trabalho longo aqui fenece,
Sofrer aqui não pode o Gama mais,
De ledo em ver que a terra se conhece:
Os joelhos no chão, as mãos ao céu,
A mercê grande a Deus agradeceu.
Deus por certo vos traz, porque pretende
Algum serviço seu por vós obrado;
Por isso só vos guia, e vos defende
Dos inimigos, do mar, do vento irado.
Sabei que estais n índia, onde se entende
Diverso povo, rico e prosperado
De ouro luzente e fina pedraria,
Cheiro suave, ardente especiaria.
Estratégia de Ação:
Dividir a turma em duplas e cada turma irá escrever sobre o tema:
O encontro com o desconhecido. Mediante as reflexões trabalhadas como: Será que explorar o Universo trará novas fontes de conhecimento ao ser humano? A exploração do espaço, com satélites e bases espaciais, teria entre suas causas, a mesma que motivaram a expansão marítima , E na vida pessoal de cada um, como nós encaramos o desconhecido? E os povos, regiões e culturas diferentes da nossa, como nos relacionamos com eles?
2- Fazer a leitura do poema abaixo e responder as questões:
Expansão Marítima e Comercial
1- "Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram sem casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem, quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu. Mas nele é que espelhou o céu." (Fernando Pessoa, MAR PORTUGUÊS. Rio de Janeiro, José Aguilar, 1960.)
O poema de Fernando Pessoa se refere à conquista dos mares pelos portugueses, o início da era moderna. Se os resultados finais mais conhecidos dessas "Grandes Navegações" foram a abertura de novas rotas comerciais em direção à Índia, a conquista de novas terras e o espalhamento da cultura européia, alguns dos elementos desse contexto histórico cuja articulação auxilia na compreensão das origens dessa expansão marítima são:
a) o avanço das técnicas de navegação; a busca do mítico paraíso terrestre; a percepção do universo segundo uma ordem racional.
b) o mito do abismo do mar; a desmonetarização da economia; a vontade de enriquecimento rápido.
c) a busca de ouro para as Cruzadas; a descentralização monárquica; o desenvolvimento da matemática.
d) a demanda de especiarias; a aliança com as cidades italianas; a ânsia de expandir o cristianismo.
e) o anseio de crescimento mercantil; os relatos de viajantes medievais; a conquista de Portugal pelos mouros.
2- Responda?
a) Qual o período da história de Portugal que está sendo recuperado pelo poeta Fernando Pessoa?
b) Porque as aventuras marítimas, nesse período, eram empreendimentos tão arriscados?
c) Por que a conquista e o domínio dos mares foram tão importantes no período da História de Portugal a que se refere o poema de Fernando Pessoa?
d) A que se pode atribuir a primazia portuguesa nos descobrimentos e na expansão marítima moderna?
3- A expansão marítima da Península Ibérica (Espanha e Portugal) nas Américas foi orientada por um projeto colonizador que, além da exploração econômica das terras, tinha por objetivo a imposição de uma cultura européia e cristã. Qual foi o papel da Igreja Católica nesse projeto colonizador?
4- Após a explicação do mapa no data show,o aluno deverá mostrar a importância das viagens marítimas para a economia de Portugal.
Trabalhando com o tema:" A Expansão Marítima Portuguesa"
A importância dos instrumentos tecnológicos para a Expansão Marítima.
1- Após a observação das imagens abaixo o aluno deverá escrever um texto sobre a origem dos instrumentos e da importância destes para a navegação marítima. Após a escrita e explicação, o aluno deverá relacionar estes instrumentos com a época contemporânea, dialogando e escrevendo sobre os instrumentos modernos e a sua importância.
2- Trabalhando com o vídeo: 500 anos O Brasil ( Dois mundos desconhecidos)
Cada aluno deverá explicar o filme com suas palavras, relacionado ao tema (Expansão Marítima Europeia).
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quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Idade Média- Turma: 1001
HISTÓRIA
IDADE MÉDIA
Introdução
A Idade Média teve início na Europa com as invasões germânicas (bárbaras), no século V, sobre oImpério Romano do Ocidente. Essa época estende-se até o século XV, com a retomada comercial e o renascimento urbano. A Idade Média caracteriza-se pela economia ruralizada, enfraquecimento comercial, supremacia da Igreja Católica, sistema de produção feudal e sociedade hierarquizada. Estrutura Política Prevaleceu na Idade Média às relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. Ovação oferecia ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso. Todos os poderes jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos). Sociedade Medieval sociedade era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo. A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos. Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: corvéia (trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha (metade da produção), banalidades (taxas pagas pela utilização do moinho de forno do senhor feudais). Economia Medieval. A economia feudal baseava-se principalmente na agricultura. Existiam moedas na Idade Média, porém eram pouco utilizadas. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal. O feudo era a base econômica deste período, pois quem tinha a terra possuía mais poder. O artesanato também era praticado na Idade Média. A produção era baixa, pois as técnicas de trabalho agrícola eram extremamente rudimentares. O arado puxado por bois era muito utilizado na agricultura. Religião na Idade Mediana Idade Média, a Igreja Católica dominava o cenário religioso. Detentora do poder espiritual, a Igreja influenciava o modo de pensar, a psicologia e as formas de comportamento na Idade Média. A igreja também tinha grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo\os servos trabalhando. Os monges viviam em mosteiros e eram responsáveis pela proteção espiritual da sociedade. Passavam grande parte do tempo rezando e copiando livros e a Bíblia. Educação, cultura e arte medieval A educação era para poucos, pois só os filhos dos nobres estudavam. Esta era marcada pela influência da Igreja, ensinando o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. Grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros. A arte medieval também era fortemente marcada pela religiosidade da época. As pinturas retratavam passagens da Bíblia e ensinamentos religiosos. As pinturas medievais e os vitrais das igrejas eram formas de ensinar à população um pouco mais sobre a religião. Podemos dizer que, no geral, a cultura medieval foi fortemente influenciada pela religião. Na arquitetura destacou-se a construção de castelos, igrejas e catedrais.
As Cruzadas
No século XI, dentro do contexto histórico da expansão árabe, os muçulmanos conquistaram acidade sagrada de Jerusalém. Diante dessa situação, o papa Urbano II convocou a Primeira Cruzada (1096), com o objetivo de expulsar os "infiéis" (árabes) da Terra Santa. Essas batalhas, entre, católicos e muçulmanos, duraram cerca de dois séculos, deixando milhares de mortos e um grande rastro de destruição. Ao mesmo tempo em que eram guerras marcadas por diferenças religiosas, também possuíam um forte caráter econômico. Muitos cavaleiros cruzados, ao retornarem para a Europa, saqueavam cidades árabes e vendiam produtos nas estradas, nas chamadas feiras e rotas de comércio. De certa forma, as Cruzadas contribuíram para o renascimento urbano e comercial a partir do século XIII. Após as Cruzadas, o Mar Mediterrâneo foi aberto para os contatos comerciais.
As Guerras Medievais
A guerra na Idade Média era uma das principais formas de obter poder. Os senhores feudais envolviam-se em guerras para aumentar suas terras e o poder. Os cavaleiros formavam a base dos exércitos medievais. Corajosos, leais e equipados com escudos, elmos e espadas, representavam o que havia de mais nobre no período medieval.
Peste Negra ou Peste Bubônica
Em meados do século XIV, uma doença devastou a população européia. Historiadores calculam que aproximadamente um terço dos habitantes morreu desta doença. A Peste Negra era transmitida através da picada de pulgas de ratos doentes. Estes ratos chegavam à Europa nos porões dos navios vindos do Oriente. Como as cidades medievais não tinham condições higiênicas adequadas, os ratos se espalharam facilmente. Após o contato com a doença, a pessoa tinha poucos dias de vida. Febre, mal-estar e bulbos (bolhas) de sangue e posto espalhavam-se pelo corpo do doente, principalmente nas axilas e virilhas. Como os conhecimentos médicos eram pouco desenvolvidos, a morte era certa. Para complicar ainda mais a situação, muitos atribuíam a doença a fatores comportamentais, ambientais ou religiosos.
Revoltas Camponesas: as Jacqueries
Após a Peste Negra, a população européia diminuiu muito. Muitos senhores feudais resolveram aumentar os impostos, taxas e obrigações de trabalho dos servos sobreviventes. Muitos tiveram que trabalhar dobrado para compensar o trabalho daqueles que tinham morrido na epidemia. Em muitas regiões da Inglaterra e da França estouraram revoltas camponesas contra o aumento da exploração dos senhores feudais. Combatidas com violência por partes dos nobres, muitas foram sufocadas e outras conseguiram conquistar seus objetivos, diminuindo a exploração e trazendo conquistas para os camponeses;
EXERCÍCIOS (UEPA) Questão 1: “O Homem e o mundo”. O homem e o mundo De ciência avançada. O homem e o mundo Mas também de AIDS e fome Que mundo?De guerra, de terror. Onde a paz se faz ausente Mundo de pobres E a violência presente Mundo de ricos Que violência? Mundo, imundo, sujo e Do campo? Onde morrem poluível lavrador. Enfim... Homem Da cidade? Onde o homem É este o mundo que tens sofre horrores Para nele viver, procriar e Mundo de ontem, devagar morrer. Mundo de hoje, apressado, De que?Mundo de nets, sites, e De velhice, de doença, de email. Fome ou mesmo vítima da violência. Lenora Maria“Do campo? Onde morrem os lavradores. Da cidade? Onde o homem sofre horrores”. Compreensão da autora sobre campo e cidade, envolve visões de mundo que não apresentam espaços de negociação e de mediação entre os diversos grupos sociais que compõe o cenário urbano e rural em sociedades modernas. No entanto, estes espaços sempre existiram e revelaram ao longo da história diferentes formas de articulação e de negociação dos diversos sujeitos em situações adversas. Assim sendo, na Baixa Idade Média, os: A - vilões se mobilizavam a cada situação de sofrimento imposta pelos senhores, permitindo, deste modo, que lavradores e servos se livrassem facilmente das obrigações feudais, como a corvéia. B - mercadores itinerantes agiam coletivamente cada vez que os vilões tentavam impedir o acesso das caravanas nas vilas e cidades próximas as rotas marítimas, fortalecendo as guildas e corporações locais. C - mestres de ofício estimularam a criação das guildas, onde os mercadores podiam negociar os preços dos produtos locais e importados a serem vendidos nas feiras e nos mercados municipais localizadas nas principais cidades medievais. D - servos agruparam-se em associações criadas pela Igreja para defendê-los da superexploração feudal decorrente da crise generalizada de produção provocada pela guerra, pela fome e a peste que assolou o Ocidente Medieval. E - camponeses experimentaram, no interior da sociedade feudal, as mudanças nas técnicas agrícolas introduzidas no campo após o Ano Mil; estas revigoraram produção e criaram novos espaços de ação destes sujeitos no mundo do trabalho medieval. (UFPA) Questão 2: A imagem abaixo é um fragmento da famosa Tábula Peutingeriana, que representa a região da península grega próxima à ilha de Rhodes (em latim Insula Rhodos).Desenhada no século XII d. C., esta tábula demarca as principais estradas romanas ainda em uso na Idade Média.
História e Filosofia da Educação- 2001 e 3001
Colégio Estadual Geraque Collet
História e Filosofia da Educação
Os caminhos da escola
Para quem está começando mais um período de aulas, parece que a escola sempre esteve por ali, aguardando o retorno de milhões de estudantes e professores, todos os anos. Mas não é bem assim. O modelo escolar que conhecemos é de certa forma recente e nem sempre existiu a oportunidade de frequentar um ambiente que estimule o desenvolvimento do ser humano.
Nas sociedades mais antigas, formadas por nossos primeiros antepassados, o processo educativo iniciava no interior da família, passando depois a ser complementado por atividades realizadas com o resto da comunidade, como caçar, plantar, construir etc. Apenas as atividades mais específicas, como as religiosas e as artísticas, demandavam um aprendizado distinto.
À medida que as sociedades se tornaram mais complexas, novas tarefas especializadas surgiram e, com isso, novos sistemas de aprendizagem. A educação também começou a ser usada para cristalizar a divisão de classes sociais que havia se estabelecido. Assim, os conhecimentos acumulados em gerações anteriores somente eram transmitidos a uma minoria da classe privilegiada. As grandes civilizações do Oriente Médio, do Egito, da Mesopotâmia e da América pré-colombiana utilizavam esse sistema. A invenção da escrita reforçou essa diferença.
O educador Sócrates
A grande revolução da educação iniciou na Grécia, no século 5 a.C., com Sócrates. Este filósofo é até hoje um modelo de educador e o sistema educativo liberal que surgiu a partir dele coincidiu com um desenvolvimento maior do pensamento e das artes. Nessa modalidade, ainda era privilegiada uma minoria, mas o pensamento crítico era individual, distanciando-se da concepção de castas fechadas, que preconizavam o saber como algo secreto.
O cristianismo, com o início de sua expansão, propôs ideias educativas que buscavam moldar as pessoas segundo a visão cristã. Mas logo o sistema político, econômico e cultural que havia unificado o Ocidente ruiu, com a queda de Roma, dando início à Idade Média. Os mecanismos de transmissão do conhecimento foram interrompidos e a intelectualidade desorganizou-se. As ordens monásticas da Igreja conseguiram preservar a cultura da Antiguidade apenas de forma parcial, com muitas obras desaparecidas. Isso representou um grande retrocesso do pensamento mundial.
Novamente a educação voltou à clandestinidade, pois os alunos das poucas escolas existentes em mosteiros e sedes episcopais eram formados para serem sacerdotes ou funcionários imperiais. A classe guerreira e nobre considerava a cultura como algo inútil e isso fizeram com que os letrados e cultos fossem uma classe fechada.
As universidades
A partir do século 11, a expansão das universidades mudou as condições de ensino radicalmente. Aos poucos, o saber de Aristóteles e Platão, assim como de outros gregos, voltou à tona, impulsionando a cultura europeia e o pensamento crítico, que se desenvolveu até assumir sua forma moderna no Renascimento. A educação retomou os antigos ideais clássicos que defendiam a conjunção harmoniosa do homem com a natureza e ideias inovadoras eram cada vez mais estimuladas. Mas esse período otimista logo findou, com as disputas ideológicas que surgiram com a Reforma Protestante e a Contra-Reforma católica. As universidades caíram em decadência e o pensamento só se desenvolveu nos poucos lugares em que o conflito religioso não foi tão duro.
Os efeitos das disputas só foram percebidos mais tarde. Segundo o reformador Martinho Lutero, era preciso popularizar a leitura da Bíblia e, para isso, realizou uma tradução da mesma para o alemão. Esse movimento, aliado ao surgimento da imprensa, favoreceu a alfabetização de amplos setores da população. Já os católicos providenciaram novas instituições de educação, para formar as crianças desde cedo na fé. Eram os colégios, com métodos educacionais de grande refinamento psicológico. Por outro lado, a formação de sacerdotes também ganhou nova roupagem, com a criação de seminários, específicos para este fim.
A educação e a cultura, durante a Era Moderna, já não eram mais consideradas “inúteis”, pois diversos setores precisavam dispor de pessoas letradas e cultas: as construções, a navegação, os exércitos etc. Com isso houve um novo movimento de especialização de funções, porque se percebeu impossível o domínio de todos os campos do conhecimento.
O século da educação
Em meados do século 17, as lutas religiosas tiveram fim e o conhecimento começou a se constituir fora da influência das igrejas. O século 18, chamado de o século da educação, foi marcado por um espírito otimista, baseado na ideia de que o progresso da razão e da ciência poderia levar a humanidade a uma espécie de paraíso terrestre. Fato marcante desse período foi a criação da enciclopédia francesa: um sistema educativo que buscava reunir todo o conhecimento disponível.
O Iluminismo foi um grande movimento ideológico e cultural do qual participaram as maiores inteligências da época, de Jean-Jacques Rousseau a Immanuel Kant. Seus participantes tinham consciência da necessidade de expandir a educação a todos os níveis da sociedade. Esse movimento ganhou corpo na mesma época em que o mundo sofria diversas revoluções: industrial, econômica, científica, cultural e política. Rousseau elaborou a tese de que o ser humano é bom por natureza, mas precisa ser direcionado para que seus dons naturais se desenvolvam. Essa ideia continua a exercer influência na pedagogia de hoje.
A necessidade de qualificar a mão de obra e a pressão da classe trabalhadora levou os governos burgueses a ampliar a oferta de educação a mais pessoas. No final do século 19, a maior parte dos países industrializados já tinha conseguido atrair para a escola quase toda a população infantil, reduzindo drasticamente as taxas de analfabetismo.
Escola para todos
Durante o século XX a educação primária foi estendida a grande parcela da população mundial. Os países latino-americanos e as ex-colônias fizeram esforços para recuperar séculos de estagnação na área educacional, buscando diminuir a desvantagem em relação às nações industrializadas. A pobreza e a explosão demográfica dificultaram o processo de alfabetização e, chegando ao final do milênio, muitos países ainda estavam longe de cumprir com os objetivos de estender a educação a todos.
Por causa da democratização do ensino fundamental, produziu-se uma demanda maior pelo ensino médio e superior, criando nova dificuldade: as universidades não comportam a quantidade de alunos que saem das escolas. Os trabalhos de teóricos da educação continuaram e o estudo da pedagogia infantil e das relações escolares foi aprofundado. Diversas correntes surgiram, mas a tendência geral foi de limitação do autoritarismo e do aumento de liberdade de ação e pensamento das crianças. As atividades físicas, a informática, os cuidados com a natureza, o estímulo às artes e outros conteúdos menos tradicionais foram valorizados, visando à formação das crianças para a sociedade contemporânea.
Ainda há muito que se conquistar, em matéria de educação, especialmente em países cujas riquezas estão distribuídas de maneira extremamente desigual, como o Brasil. Queremos acreditar que o futuro nos reserva uma grande melhoria no sistema educacional, para que cada criança e jovem de nosso mundo possam chegar ao início do ano ansioso pelo que vai viver e aprender na escola.
A Reforma Protestante- Turma: 701
A Reforma Religiosa
701
No século XVI iniciou-se um amplo movimento de reforma religiosa, responsável pela quebra do monopólio da Igreja Católica sobre o mundo cristão ocidental. Introdução O movimento de reforma religiosa deve ser compreendido dentro de um quadro maior de transformações, que caracterizam a transição feudo capitalista. Durante a Baixa Idade Média, a Europa passou por um conjunto de transformações sociais econômicas e políticas, que permitiram a uma nova sociedade, questionar o comportamento do clero e a doutrina da Igreja. Fatores da Reforma:
1) A crise interna à Igreja era caracterizada pelo comportamento imoral de parte do clero, situação que se desenvolvera por séculos, desde a Idade Média. A simonia era uma prática comum, secular, caracterizada pela venda de objetos considerados sagrados ou a venda de cargos religiosos. Os grandes senhores feudais compravam cargos eclesiásticos como forma de aumentar seu poder ou garantir uma fonte de renda para seus filhos, originando um processo conhecido como "investidura leiga", principalmente no Sacro Império. A preocupação com as questões materiais - poder e riqueza- levou principalmente o alto clero a um maior distanciamento das preocupações religiosas ou mesmo de caráter moral. O nicolaísmo retrata um outro aspecto do desregramento moral do clero, a partir do qual o casamento de membros do clero levava-os a uma preocupação maior com os bens materiais, que seriam deixados em herança para os filhos e a partir daí determinavam o comportamento "mundano" dessa parcela do clero.
2) A ascensão da burguesia, possuidora de uma nova mentalidade, vinculada a idéia de lucro e que encontrava na Igreja Católica um obstáculo. A Igreja desde a Idade Média procurava regular as atividades econômicas a partir de seus dogmas e nesse sentido condenava o lucro e a usura (empréstimo de dinheiro à juros) inibindo a atividade mercantil, burguesa. Vale lembrar que a burguesia européia nasce cristã e dessa forma passará a procurar uma forma de conciliar suas atividades econômicas e o ideal de lucro com sua fé.
3) A ascensão do poder real; no século XVI formava-se ou consolidava-se o absolutismo em diversos países europeus e o controle da Igreja ou da religião passou a interessar aos reis como forma de ampliar ou legitimar seu poder, explicando a intolerância religiosa que marcará a Europa nos séculos seguintes. O melhor exemplo desse vínculo entre a nova forma de poder e a religião surgirá na Inglaterra com a criação de uma Igreja Nacional, subordinada a autoridade do Rei.
4) A mentalidade renascentista refletiu o desenvolvimento de uma nova mentalidade, caracterizada pelo individualismo e pelo racionalismo e ao mesmo tempo permitiu o desenvolvimento do senso crítico, impensável até então, determinando um conjunto de críticas ao comportamento do clero.
Antecedentes
A Reforma do século XVI foi precedida por várias manifestações contrárias ao monopólio da Igreja sobre a religiosidade e contra o comportamento imoral do clero: as heresias medievais, a Querela das Investiduras, o Cisma do Oriente e os movimentos reformadores.
Os principais precursores da Reforma foram John Wycliffe e Jan Huss. Wycliffe nasceu, viveu e estudou na Inglaterra no século XIV onde desenvolveu uma "teoria da comunidade invisível dos eleitos" e defendeu também a devolução dos bens eclesiásticos ao poder temporal, encarnado pelo soberano. Em 1381 defendeu em público a insurreição camponesa.
Jan Huss nasceu em 1373 na Boêmia onde estudou, ordenou-se e adquiriu grande popularidade com seus sermões, marcados pela influência de Wycliffe, carregados de críticas aos abusos eclesiásticos. Suas críticas foram radicalizadas na obra De ecclesia (Sobre a Igreja). Condenado pelo Concílio de Constança, foi queimado em 1415.
Martinho Lutero
Nasceu em 1483 na cidade de Eisleben. Iniciou os estudos de direito em 1505 e os abandonou no mesmo ano, trocando-o pela vida religiosa, sem o apoio do pai. Tornou-se monge e depois padre. Apesar de dedicado à Igreja, sempre esteve atormentado por duas grandes dúvidas: o poder da salvação atribuído a lugares santos e posteriormente a venda de indulgências. No inverno de 1510 - 11 foi a Roma em missão de sua ordem e visitou lugares sacros; em um deles, para que uma alma se libertasse do purgatório, teve que recitar um pai nosso em latim a cada degrau da escada sagrada. Professor na Universidade de Wittenberg, fundada por Frederico da Saxônia, aprofundou seus estudos bíblicos e passou a acreditar que a Salvação não dependia do que as pessoas fizessem , mas daquilo em que acreditassem. Já não considerava Deus como um contador com quem devia barganhar, ou um juiz severo a ser aplacado com boas ações. Cristo viera para salvar os pecadores, a salvação não seria alcançada com esforços insignificantes mas com a fé no próprio Deus. Assim muitos dos princípios da Igreja pareceram irrelevantes e blasfemos à Lutero. Especialmente suspeitos eram: a noção de que Deus recompensa um cristão na proporção das orações, peregrinações ou contribuições; o culto dos santos e de suas relíquias e a venda de Indulgências. A venda de indulgências pode ser considerada como a gota d'água para o movimento reformador. No interior do Sacro Império, o pregador Johann Tetzel era o responsável pela venda do perdão; para ele não era preciso o arrependimento do comprador das indulgências para que elas fossem eficazes. Oficialmente Tetzel estava levantando fundos para a reconstrução da Basílica de São Pedro, em Roma, mas ao mesmo tempo estava a serviço do arcebispo de Mainz, endividado junto ao banco de Fugger. Esse foi o momento em que Lutero percebe que as críticas internas à Igreja não surtiriam efeito, aliás, críticas que eram feitas antes de 1517, quando publicou as "95 teses", tornando suas críticas publicas e tornando-se uma ameaça à Igreja de Roma Para Lutero a salvação era uma questão de FÉ e portanto dependia de cada fiel; a Igreja não era necessária, mas útil à salvação, sendo que as Escrituras Sagradas eram a única fonte de fé. Lutero preservou apenas dois sacramentos: o batismo e a comunhão, acreditando que na eucaristia havia a presença real de cristo, porém sem transubstanciação. O culto foi simplificado, com a instrução e comunhão, substituindo o latim pelo alemão.
Lutero e seu Tempo
Início do século XVI. O Sacro Império abrange principalmente os Estados Germânicos, divididos em grandes Principados. Em seu interior predomina o trabalho servil na terra ao mesmo tempo em que algumas cidades vivem de um comércio próspero. Apesar do termo "Império", a situação esta longe da existência de um poder absolutista, ao contrário do que ocorre em Portugal e na Espanha.
Em 1519, assumiu o trono Carlos V, que era rei dos Países Baixos desde 1515 e rei da Espanha desde 1516. Pretendendo unificar seus vastos domínios e a instaurar uma monarquia universal católica, o Imperador foi obrigado a enfrentar os príncipes germânicos, contrários a centralização do poder.
As disputas políticas envolvendo a tendência centralizadora do imperador e os interesses dos príncipes foi uma constante desde a formação do Sacro Império, em . Esta situação de disputa política foi aproveitada por Lutero, que atraiu os Príncipes para suas idéias reformistas, na medida em que o imperador era católico, e por sua vez pretendia utilizar o apoio da Igreja Católica para reforçar sua autoridade. Parcela significativa da burguesia também apoiou as teorias de Lutero, que reforçava o individualismo.
Questões para reflexões
1-(PUC-RS) INSTRUÇÃO: Responder à questão abaixo sobre a Reforma Protestante com base no texto abaixo.
” Que diria Jerônimo se pudesse ver o leite da Virgem exibido por dinheiro, recebendo tanta veneração quanto o corpo consagrado de Cristo; óleos milagrosos; os fragmentos da verdadeira cruz, suficientes, se fossem reunidos, para fabricar um grande navio? Aqui temos o capuz de São Francisco, ali a saia de Nossa Senhora, ou o pente de Santa Ana... não apresentados como auxiliares inocentes da religião, e sim como a substância própria da religião – e tudo pela avareza dos padres e hipocrisia dos monges que brincam com a credulidade do povo.” (ERASMO apud Will Durant. A Reforma. Rio de Janeiro: Record, [ s.d.] , p. 239).
Segundo o texto acima, no século XVI, Erasmo de Rotterdam, monge agostiniano e professor de Teologia, criticou :
a) a venda de indulgências e a simonia.
b) a falta de fé em Cristo e na Virgem Maria.
c) o livre exame das questões teológicas e econômicas.
d) a extorsão da propriedade privada e a condenação da usura.
e) a multiplicidade de santos cristãos e o fanatismo religioso.
2. (PUC-PR) O estudo da Reforma Luterana e Calvinista e fatores econômicos envolvidos permitem afirmar: I – Lutero pertencia à ordem dos Agostinianos, preterida na venda de indulgências na Alemanha, dado que os Dominicanos foram escolhidos. II – Muitos nobres alemães, em cujas terras o clero católico possuía extensas propriedades, apoiaram Lutero após este ter recomendado a confiscação de tal patrimônio. III – Embora a Igreja Católica tivesse restrições aos juros e lucros, estas estavam abrandadas no século XVI, sendo católicos os poderosos banqueiros “Fuggers”, de Augsburgo. IV – Quando ocorreu a Revolta dos Camponeses, inspirada em interpretações próprias da Bíblia, nobres católicos e protestantes uniram-se para defender suas terras. V – João Calvino ensinou que as pessoas que prosperavam nos negócios e profissões tinham no sucesso a marca divina da “predestinação”, que eram favorecidas por Deus.
a) Somente as opções I e IV estão corretas.
b) Somente as opções II e III estão corretas.
c) Todas as opções estão corretas.
d) Somente as opções I, II e IV estão corretas.
e) Somente as opções I, III e V estão corretas.1. (Enem/1999) "(...) Depois de longas investigações, convenci-me por fim de que o Sol é uma estrela fixa rodeada de planetas que giram em volta dela e de que ela é o centro e a chama. Que, além dos planetas principais, há outros de segunda ordem que circulam primeiro como satélites em redor dos planetas principais e com estes em redor do Sol. (...) Não duvido de que os matemáticos sejam da minha opinião, se quiserem dar-se ao trabalho de tomar conhecimento, não superficialmente mas duma maneira aprofundada, das demonstrações que darei nesta obra. Se alguns homens ligeiros e ignorantes quiserem cometer contra mim o abuso de invocar alguns passos da Escritura (sagrada), a que torçam o sentido, desprezarei os seus ataques: as verdades matemáticas não devem ser julgadas senão por matemáticos."
(COPÉRNICO, N. De Revolutionibus orbium caelestium.)
"Aqueles que se entregam à prática sem ciência são como o navegador que embarca em um navio sem leme nem bússola. Sempre a prática deve fundamentar-se em boa teoria. Antes de fazer de um caso uma regra geral, experimente-o duas ou três vezes e verifique se as experiências produzem mesmos efeitos. Nenhuma investigação humana pode-se considerar verdadeira ciência se não passa por demonstrações matemáticas." (VINCI, Leonardo da. Carnets.)
O aspecto a ser ressaltado em ambos os textos para exemplificar o racionalismo moderno é :
a) a fé como guia das descobertas
b) o senso crítico para se chegar a Deus
c) a limitação da ciência pelos princípios bíblicos
d) a importância da experiência e da observação
e) o princípio da autoridade e da tradição
4-No século XVI. época das reformas religiosas na Europa, a Igreja Católica:
a) opõe-se vigorosamente às terríveis guerras religiosas.
b) toma-se tolerante para atrair as ovelhas desgarradas
c) revê seus dogmas, adaptando-se
aos novos tempos.
d) reafirma a Bíblia como fonte única da verdade divina.
e) “associa-se” ao projeto colonizador da América ibérica.
5-Na Inglaterra percebemos um movimento reformista bastante peculiar. Desde meados do século XIV, o teólogo John Wyclif realizou duras críticas ao poder material da Igreja e fez a tradução da Bíblia para o inglês. Além dele, Thomas Morus também teceu críticas ao papel desempenhado pela Igreja Católica durante o século XVI.
No reinado de Henrique VIII, o Estado tinha controle sobre os cargos religiosos, nomeando padres, bispos e cardeais. Nesse período, as relações entre Henrique VIII e a Igreja chegava ao seu fim quando o papa se negou a anular seu casamento com Catarina de Aragão. Dos cinco filhos que teve com Catarina, apenas uma menina havia sobrevivido.
Preocupado com a linha sucessória de sua dinastia, Henrique VIII desejou casar-se com Ana Bolena, buscando o nascimento de um herdeiro homem. Tendo negada a anulação de seu casamento, Henrique VIII resolveu criar uma nova instituição religiosa e anular os poderes da Igreja Católica na Inglaterra. Em 1534, o parlamento inglês aprovou o Ato de Supremacia que anunciou a criação da Igreja Anglicana.
O anglicanismo preservara os moldes hierárquicos e a adoração aos santos católicos. No que se refere às suas doutrinas, o anglicanismo incorporou alguns princípios calvinistas. Além disso, o poder exercido pela Igreja Anglicana concedeu condições para que o Estado se apropriasse das terras em posse dos clérigos católicos.
A partir dessas novas medidas estabelecidas pelo anglicanismo, o poder de influência da Igreja Católica sobre as questões do governo britânico sofreu uma grande limitação. Por outro lado, as características desta nova igreja cristã incentivaram a ampliação das atividades burguesas na Inglaterra.
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